Após a notícia de que Lupita Nyong'o viverá Helena de Troia em A Odisseia, gerou-se muita controvérsia em torno do novo longa-metragem de Christopher Nolan. Isso porque muitos afirmam que o diretor não estaria sendo "historicamente preciso" com sua versão, mesmo que o conteúdo do épico homérico seja ficção.
O ponto é que Nolan realmente não inventou nada com uma Helena de Troia negra em seu novo longa-metragem, já que a mítica série de televisão Xena: Princesa Guerreira fez exatamente o mesmo há 30 anos. No entanto, o barulho causado pela interpretação de Galyn Görg com a personagem mitológica nunca existiu.
A origem da controvérsia
Alguns se justificam dizendo que Homero insinuou que Helena de Troia era uma mulher branca, mas isso é um fato enganoso. A descrição oferecida pelo autor foi bastante breve, com detalhes como o fato de que ela tinha cabelos loiros adicionados depois ao épico – e às vezes ela também era representada com cabelo preto. Há o momento em que ele usa o termo "braço branco", que na época era usado mais como símbolo de status, e historiadores apontam que se referia mais ao fato de que aquela pessoa não havia queimado os braços trabalhando sob o sol (portanto era uma pessoa rica).
Isso significa que Homero não imaginava Helena de Tróia como uma mulher branca? É impossível saber ao certo, mas, levando em conta sua origem mitológica, Helena é filha de Zeus e de uma mulher que o deus queria conquistar. Para isso, ele se transformou em um cisne, engravidando a humana que, então, gerou um ovo de onde Helena eclodiu. Bem, exatidão histórica passa longe aqui.
Até outras versões, uma que diz que ela é filha de Zeus e Nêmesis, também diz que ela nasceu de um ovo (fruto da agressão sexual do deus do Olimpo com a deusa).
Apenas lembrando: A Odisseia é um épico fictício.
Matéria adaptada do site parceiro 3DJuegos*
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Fonte original: IGN Brasil.

