O mundo das participações especiais e aparições surpresa no mundo do cinema é um poço sem fundo e, enquanto alguns escolhem não ter seus nomes creditados para deixar fãs loucos ou simplesmente por não desviarem a atenção do elenco, existem casos bem peculiares, como o de Edward Norton em Cruzada.
Durante uma entrevista ao The Guardian, o ator foi questionado sobre sua participação no épico dirigido por Ridley Scott, no qual interpretou o Rei Baudouin, sempre acompanhado de uma máscara. Em suas próprias palavras, a decisão foi porque não queria estragá-lo, e que aceitou, simples assim, para poder ver por dentro como filmar um longa-metragem daquela escala e aprender o máximo sobre o fluxo de trabalho de Scott.
"Meu interesse, para ser totalmente honesto, era que eu estava avaliando um filme de grande escala que minha empresa estava pensando em produzir. Ridley Scott e eu conversamos por anos sobre fazer um filme, mas isso nunca aconteceu. Ele me perguntou se eu faria outro papel em Cruzada, mas eu ia fazer O Vale Proibido e simplesmente não tinha tempo. Mas li [o roteiro] e perguntei quem iria interpretar o cara da máscara. E ele disse que ia conseguir um cara que pudesse fazer uma voz como a de James Mason. E eu disse que poderia ser um James Mason bem bom. E quando ele disse que levaria só duas semanas, isso me fez pensar assim: eu só queria ver alguém fazer um filme nessa escala. Acho que eu poderia ter ido visitar. Mas fiquei curioso se o processo era extremamente diferente quando há tanta coisa acontecendo ao mesmo tempo, e ele é um cara que claramente sabe fazer filmes nessa escala e se sente confortável com isso, e eu só queria ver como ele trabalhava. E eu consegui, e valeu a pena. E fiquei sem crédito porque acho que teria estragado tudo."
Norton também confessou que nunca viu a versão do diretor do longa-metragem e descreveu a versão lançada nos cinemas como resultado de "o pior tipo de tomada de decisão corporativa".
"Fiquei com pena do Ridley [Scott] e do Bill Monahan em particular. Era um roteiro realmente maravilhoso, e deveria ter sido um filme de três horas. Foi uma daquelas dinâmicas clássicas de Hollywood em que o filme de outra pessoa sai de três horas e falha, o que significa que o seu também não pode durar três horas. Foi o pior tipo de tomada de decisão corporativa. Tenho que ser honesto, não estive profundamente envolvido, mas senti que qualquer esperança que tinha de que fosse um bom filme foi destruída pelo pensamento corporativo."
Adaptada do site parceiro Espinof*
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Fonte original: IGN Brasil.

