Há muita expectativa em torno de Assassin's Creed Black Flag Resynced. Não faz muito tempo que a Ubisoft confirmou sua existência e, nesse período, diversos novos recursos empolgantes foram revelados. Depois que veículos de mídia, incluindo o IGN Brasil, e criadores de conteúdo passaram várias horas jogando Assassin's Creed Black Flag Resynced, é hora de revisitar alguns dos detalhes mais interessantes que surgiram em diversas entrevistas, prévias e declarações.
Assassin's Creed Black Flag Resynced é canônico, assim como o jogo original
A revelação mais surpreendente (via Kotaku) veio há algumas horas, quando a Ubisoft confirmou algo que poucos esperavam: tanto o Assassin's Creed IV Black Flag original de 2013 quanto o Resynced são oficialmente canônicos dentro do universo Assassin's Creed. Eles não se anulam; oficialmente, coexistem. A Ubisoft apresenta o Resynced como uma versão revisada e mais fiel da história de Edward Kenway, mas sem substituir o Black Flag original.
"Nosso jogo apresenta uma nova narrativa. Ambas as narrativas são válidas, mas, conforme você joga mais, entenderá que Resynced faz sentido não apenas para a marca, mas também para a história. Desde o início, decidimos abordar [o tema contemporâneo] dessa maneira em Resynced. O cenário contemporâneo do Black Flag original foi, na verdade, como conectamos Black Flag a outros jogos da série", disse Julien Koch, diretor de design de Assassin's Creed Singapore, ao Eurogamer.
Para entender essa decisão, basta observar como a Ubisoft Singapura concebeu Resynced desde o início. O estúdio enfatizou repetidamente que Resynced não é uma remasterização. Para eles, uma remasterização significa aprimorar o que já existe, enquanto um remake é "voltar às origens e começar a reconstruir". Isso implica que não há código herdado do jogo original de 2013, o que significa que Resynced começa do zero em termos técnicos.
Mais detalhes sobre Assassin's Creed Black Flag Resynced
O motor gráfico que impulsiona esta reconstrução é a mesma versão do Anvil usada em Assassin's Creed Shadows. Com isso, a Ubisoft quer que Resynced pareça um Assassin's Creed contemporâneo, e não apenas um jogo com gráficos ligeiramente aprimorados. Como explicam em uma entrevista: "Era crucial para nós não apenas pegar o jogo antigo, reempacotá-lo e dar alguns ajustes, mas fazê-lo parecer o próximo Assassin's Creed", diz Richard Knight, diretor do jogo.
Com melhorias no motor gráfico Anvil, a Ubisoft conseguiu fazer com que Black Flag Resynced rodasse com ray tracing a 60 fps no PlayStation 5 e no Xbox Series X. Isso é uma grande conquista para o estúdio, especialmente considerando que "Black Flag Resynced é um jogo ainda mais exigente que Shadows". O mais curioso é que Resynced não substitui o original, pois ambos coexistem no cânone, mas muitos ainda o consideram um remake. Não é uma sequência, uma prequela ou um spin-off, mas também não é simplesmente "o mesmo Black Flag com gráficos melhores".
Além das mudanças na narrativa, Resynced também expande o jogo com novos conteúdos, incluindo oito novas missões após a conclusão da história principal. Essas missões foram concebidas como uma espécie de expansão jogável após o término da história principal. Embora não sejam o lendário DLC Freedom Cry, que não estará incluído em Resynced, elas oferecem várias horas de conteúdo adicional. Nessas oito missões, Edward Kenway enfrentará o caçador de piratas Robert Miller e, por consequência, aprofundará a história original de Barba Negra. Além disso, a Ubisoft Singapura confirmou ao Game Informer que haverá mais missões secundárias, novas ilhas para explorar e outros conteúdos inéditos, adicionando aproximadamente seis horas extras de jogo.
Além disso, a equipe também explicou por que considera Resynced o primeiro remake "verdadeiro" da saga da Ubisoft. O arquiteto de tecnologia da Anvil, Nicolas Lopez, destaca que Black Flag era o candidato ideal: seu cenário caribenho, o combate naval e a experiência do estúdio com física da água fizeram do projeto o palco perfeito para aplicar todos os avanços técnicos alcançados após Shadows. Mas a razão mais pessoal vem do diretor criativo Paul Fu: "A resposta é que eu adoro Edward Kenway. Acho que ele é especial. Ele é quase como uma marca dentro de outra marca; na minha opinião, ele é uma das joias da coroa da Ubisoft e tem uma história realmente ótima. É engraçada, é sombria, às vezes é melancólica e também é emocionante", conclui.
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Fonte original: IGN Brasil.

