Franquias da Remedy como Alan Wake e Control “deveriam ter vendido mais”, afirmou o novo CEO da empresa, Jean-Charles Gaudechon.
Em entrevista ao The Game Business, Gaudechon reconheceu o ceticismo em torno de seu passado, mas afirmou saber que a criatividade “única” da Remedy precisa ser “protegida”. Ao mesmo tempo, ele disse acreditar que a empresa pode fazer alguns ajustes para garantir que seus jogos encontrem um público maior.
“Remedy é um dos poucos estúdios que é genuinamente apoiado pelos jogadores”, disse Gaudechon. “Até o meu anúncio foi algo que eu adorei, porque as pessoas estavam protegendo a Remedy. Quando fui anunciado, pessoas da indústria e amigos próximos me mandaram mensagens dizendo coisas como: ‘JC, isso é incrível. Parabéns.’ E a última linha era: ‘Não estrague tudo. Nós amamos muito a Remedy. Não estrague tudo.’ Isso mostra o quanto as pessoas amam a Remedy”.
Nos últimos cinco anos, a Remedy lançou uma série de jogos, embora nenhum deles tenha se tornado um grande sucesso comercial. Sua aposta multiplayer, FBC: Firebreak, foi um fracasso, enquanto as vendas lentas de Alan Wake 2 fizeram o jogo levar mais de um ano para começar a dar lucro. O trabalho do estúdio na campanha do shooter sul-coreano CrossfireX foi mal recebido pela crítica, enquanto os remakes de Max Payne e Max Payne 2, anunciados há quatro anos, seguem sem novidades concretas.
No curto prazo, o estúdio está focado em Control: Resonant, sequência do elogiado Control, de 2019, que atualmente está prevista para algum momento deste ano. Mas Gaudechon afirmou saber que as franquias da Remedy precisam alcançar um público maior. Segundo ele, a parceria estratégica com a Annapurna, anunciada em 2024 para adaptações de TV e cinema, pode ajudar nesse processo.
“Control, Alan Wake e outras franquias poderiam render muito mais”, disse Gaudechon. “Existe uma visão de pensar maior para algumas dessas propriedades intelectuais, que precisam encontrar seu público muito, muito além da audiência atual. É algo muito empolgante”.
“Precisamos pensar mais sobre como estamos abordando nossas propriedades intelectuais como franquias”, continuou. “Como fazemos a comunidade crescer? Nosso acordo com a Annapurna entra nessa ideia de fazer nossos jogos e nossas franquias brilharem mais e alcançarem um público que não existe hoje”.
Para Gaudechon, antes mesmo de aumentar o ritmo de produção, a Remedy precisa extrair mais valor das séries que já possui.
“É uma pena, acho que Alan Wake deveria ter vendido mais. Control deveria ter vendido mais. Para mim, essa é uma das primeiras coisas que precisamos corrigir, até antes de tentar fazer mais jogos em certa medida. Antes de tudo, maximizar o potencial dos que já temos, porque eles são incríveis. E o cross-media vai nos ajudar a fazer isso”.
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Fonte original: IGN Brasil.

