Um dos jogos mais belos, vivos e cheios de personalidade da sétima geração é Rayman Legends, e isso é indiscutível. O game esbanja alegria e diversão nos seus traços e jogabilidade. Agora, 12 anos depois, em um momento muito diferente do que viveu no passado, a Ubisoft aposta no ressurgimento de mais um dos seus clássicos para reviver a boa fase que teve no começo dos anos 2010.

Ainda divertido e frenético

A essência de fases laterais com diversos Teensy para salvarmos no caminho se mantém a mesma, assim como a velocidade com que isso deve ser feito — principalmente nas fases de Time Trial, que foram as minhas favoritas durante o teste. Claramente, o remake faz tudo o que o clássico faz e não há muito o que comentar aqui. Tudo continua divertido e frenético, assim como me lembro; você ainda se diverte em um mundo colorido com Murphy, Goblox e Barbara, porém agora em 3D.

Contudo, mesmo com a jogabilidade sendo muito fiel ao original, ainda é necessário um polimento na hitbox de cada plataforma. Algumas vezes, quando ia pular na beirada de algo, apesar de Rayman tocar no local desejado, ele atravessava e caía — algo bem frustrante, mas comum para uma versão que estava em pré-beta ainda.

Mas o ponto de maior destaque é como o remake ainda mantém toda a essência da jogabilidade. Maluquice é a palavra que melhor define o frenesi que algumas fases passam e de como essa gameplay bem acelerada é satisfatória e divertida.

Novidades a caminho

Vou comentar mais sobre os visuais mais à frente, mas, com a chegada de gráficos 3D, também chegam novas fases que fazem uso desse novo modelo gráfico. Uma das grandes novidades de Rayman Legends Retold são as fases de dragão, em que controlamos um dragão voador e devemos desviar de obstáculos e cuspir fogo por aí. É uma novidade divertida, bem construída e que mostra que há beleza nesses gráficos 3D, mesmo que prejudiquem a identidade do jogo original.

Durante o teste, teve uma fase de dragão em que a tela ficou lateral e me lembrou muito um jogo de naves clássico.

Além disso, as clássicas fases musicais estão de volta e ainda são um espetáculo, mesmo tanto tempo passado. E também o Kung Foot Evo, que não testei durante a minha gameplay, mas tive uma provinha do que será, porque em uma das fases bônus do primeiro mundo, eu precisei salvar um Teensy chutando uma bola na jaula dele, mas falhei.

Visuais 3D causam estranheza comparados ao jogo original

Cheio de diversão, uma trilha sonora marcante e uma gameplay frenética, Rayman Legends Retold pode ser tão bom quanto o primeiro, mas, para mim, sempre será algo menos impactante por conta dos visuais. Os gráficos do jogo são bonitos, a direção de arte é boa e mantém a essência da franquia, porém é um 3D vazio se comparado ao estiloso e carismático estilo cartunesco do passado.

Não sei se essa mudança visual foi a melhor decisão tomada pela Ubisoft e claramente não é algo que torna o jogo ruim, mas é algo que definitivamente não me agradou. Rayman Legends e Origins esbanjaram beleza em uma época em que a transição para gráficos realistas era algo muito importante. 12 anos depois, ainda perseguimos um realismo exacerbado nos videogames que, em muitos casos, não significa um jogo mais bonito, mas sim algo mais sem vida. E, apesar de estar bem longe de ser um jogo sem vida, Rayman Legends Retold parece ter se rendido a isso, sendo que já tinha em mãos um design belíssimo.

Pode ser uma estranheza causada por um estágio ainda não finalizado do jogo, ou apenas falta de costume, mas, definitivamente, os gráficos de Rayman Legends Retold não me agradaram e foi um ponto que me incomodou durante todo o meu gameplay.

No entanto, não sou uma pessoa muito apegada a gráficos de jogos e, mesmo com esse incômodo visual, ainda me diverti muito e não vejo a hora de jogar ainda mais fases musicais ou de time trial quando o jogo for lançado em definitivo.

Rayman Legends Retold será lançado em 1 de outubro para PlayStation 5, Xbox Series X|S, Nintendo Switch 2, GeForce Now, e no PC por meio do Ubisoft Connect, Steam e Epic Games Store.

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Fonte original: IGN Brasil.