Se você que está lendo esta matéria agora usa óculos de grau, provavelmente se lembra da primeira vez que os colocou. Para mim, que não tenho um grau muito elevado de miopia e astigmatismo, foi como ver o mundo em HD, isso lá em 2009 quando eu tinha 15 anos de idade. Essa foi mais ou menos a sensação que tive quando pude usar um monitor OLED pela primeira vez.

No meu setup eu uso um braço articulado para o monitor, principalmente para ganhar um espaço na mesa que normalmente seria ocupado pela base. A instalação foi tranquila e o Samsung Odyssey OLED G5 está dentro do padrão VESA, importante saber para aqueles que também gostam de fazer uso dos suportes articulados. Então parti para os cabos. O aparelho vem com um cabo display port e os cabos de alimentação. Tudo conectado, hora de ligar!

A surpresa com a intensidade das cores já veio logo com o meu papel de parede, mas ainda precisava instalar os drivers e fuçar no menu de configurações do próprio monitor. Meu primeiro entrave foi conseguir setar a taxa de atualização em 180hz, que é também um dos principais chamativos do produto para além do painel OLED. No menu do Windows sequer aparecia para mim qualquer opção acima de 60hz.

Para conseguir ver as opções mais altas de taxa de atualização eu precisei mudar no menu do monitor a versão do Display Port de 1.1 para 1.4. Aí sim não só consegui ver as opções, como também conseguia setar a resolução para 2560x1440, o famoso 2K. Mas algo ainda estava errado, pois ao selecionar a opcão de 180hz com a resolução máxima, a tela ficou preta por o que pareceu uma eternidade, e quando voltou o menu mostrava apenas 60hz novamente.

Não me dei por vencido, continuei fuçando um pouco, atualizando tudo quanto é driver e pesquisando possíveis soluções. Até que, em determinado momento, reverti a opção de Display Port 1.4 para 1.1 e depois para 1.4 novamente, e aí depois tudo funcionou, 2560x1440 a 180hz. Agora, se você perguntar o que foi exatamente o que eu fiz, não sei dizer, mas acredito que foi alguma coisa relacionada a drivers mesmo. De qualquer forma, a dica é não esquecer de olhar a configuração no menu do próprio monitor.

Daqui em diante, só alegria. Veja bem, não sou o tipo de jogador que é super entusiasta de jogos de tiro competitivos, nos quais essa diferença de taxa de atualização é mais sentida. Mas mesmo em outros tipos de games, dá para perceber uma melhora absurda na fluidez de animações. Para citar alguns dos games que joguei usando este monitor: Final Fantasy XIV, Baldur's Gate 3, Deadlock, Resident Evil Requiem, Dishonored 2 e Monster Hunter Wilds.

Em Final Fantasy XIV e Baldur's Gate 3 o que mais me chocou foi a questão das cores. Tudo muito mais vivo, vibrante e impressionante. No MMORPG da Square Enix fiz questão de revisitar alguns dos lugares mais bonitos do jogo para revê-los em todo seu esplendor. Essa qualidade melhor das cores se justifica até pela certificação da PANTONE que o Samsung OLED G5 tem.

Em Resident Evil Requiem foi onde senti a diferença do preto que realmente é preto: as áreas escuras do jogo realmente estavam sem visibilidade quase nenhuma, o que aumenta muito mais a imersão dos trechos de Grace no começo do jogo, por exemplo. Com Deadlock, que é um jogo competitivo, deu sim para sentir o impacto de jogar com 180hz, mas ainda acredito que a diferença maior ficaria para um shooter em primeira pessoa, como Counter-Strike 2 ou VALORANT. O monitor tem compatibilidade com G-Sync e FreeSync, oferecendo menos cortes e distorções na imagem, redução de lag visual, movimentos mais suaves em cenas rápidas e melhor resposta em jogos de ação e FPS.

No dia a dia, a tecnologia Glare Free, que reduz significativamente o brilho de fontes de luz externas, se provou bastante útil para mim, pois o local onde meu computador fica recebe bastante luz natural, que, por vezes, dificultava enxergar cenas escuras e qualquer tela um pouco mais escura, que no meu caso usa o modo noturno para quase todo aplicativo. Com o Samsung Odyssey OLED G5 isso deixou de ser um problema.

Por fim, em questão de custo, o Odyssey OLED G5 tem o preço sugerido de R$ 3.199, que não é exatamente barato, mas também não achei proibitivo como alguns outros modelos com configurações similares e mais caros, sendo um investimento muito valioso para quem é PC gamer e deseja ter um aumento significativo na qualidade de imagem e também aquela vantagem competitiva pelos 180hz.

Sabe quando você prova um café especial e depois nunca mais consegue tomar um café comum? É isso que me ocorreu usando o Samsung Odyssey OLED G5, pois agora nunca mais conseguirei jogar e usar um monitor comum.

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Fonte original: IGN Brasil.